Histórias

O que ninguém vê por trás de um show de banda autoral

01 de outubro de 2026  ·  Vika Viante
O que ninguém vê por trás de um show de banda autoral

E aí?

Sábado passado a Mythologyca tocou em São Bento do Sul (SC), no Beco – O Complexo do Rock. Fomos muito bem recebidos, e é justamente por isso que eu quero te contar o que ninguém vê por trás dele.

Porque a galera vê o palco: a luz, o som, a música saindo. Ninguém vê a estrada.

Seis horas de volante por uma hora de palco

Foram 3 horas pra chegar e 3 horas pra voltar pra casa. O Marco, nosso vocalista, trabalhou até as 18h e saiu direto pro show. Eu fui dirigindo a caminhonete emprestada do meu pai, com o Marco, o João Manoel e um parceiro dele, o Xuxa, que fez o roadie, devidamente equipado com um lanche.

O Neto Falcão, nosso baterista, foi sozinho de carro desde Curitiba, com todas as tralhas de bateria. Ninguém carrega bateria por hobby leve. Carrega por amor. Ou por teimosia. Provavelmente os dois.

Uma estreia e uma visita ilustre

Esse show foi a estreia do nosso novo baixista, o João Manoel. E, no meio do set, o Felipe Franco, ex-baixista da banda e organizador do evento, subiu no palco, tocou e cantou uma música com a gente. Esse tipo de coisa não aparece em release nenhum. Mas é o que faz valer a estrada.

A preocupação é uma só: entrar a caráter e fazer um baita show

Independente de condições, a nossa preocupação é estar no palco devidamente a caráter e entregar um show de verdade. Não importa se o caminho foi longo ou se o dia foi corrido. Quem está na frente do palco merece isso.

Já escrevi aqui que você não precisa de palco para ser guitarrista (https://blog.vikaviante.com.br/voce-nao-precisa-de-palco-para-ser-guitarrista/), e continuo achando isso. Mas quando tem palco, a gente tem que representar. O público merece ver o que está esperando ver.

Dessa vez teve cachê. E foi bem tratado.

Dessa vez teve cachê, pago certinho, e fomos extremamente bem recebidos pelo dono da casa e pelo público. Escrevo “dessa vez” porque nem sempre dá pra contar com as duas coisas juntas. Quem toca autoral sabe.

E a conta fechou no vermelho (de novo)

A grana cobriu alguns custos. Mas na saída o Netão deu ré em uma moto de um espectador do bar, e a conta fechou no vermelho de novo. Kkk. Rir é o que dá pra fazer. E sem vitimismo: foi ótimo, a gente se divertiu, e é isso.

Semeando música em mais um lugar

Fomos embora felizes e agradecidos por semear as nossas músicas, feitas com as nossas próprias mãos e vozes, em mais um lugar.

Se você quer ouvir o que essa turma faz, a Mythologyca está no Spotify: https://open.spotify.com/artist/79ctSuEcOauQzB0YlHHJ7Y

Segue o baile. Nosso amor pela música continua sendo testado a cada ocasião. E até agora estamos sobrevivendo. Às vezes um pouco debilitado. Mas sempre em frente.

Ósculos e amplexos!

Vika

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