Vou ser direto contigo hoje.
Eu estive à beira de um burnout.
Foram 3 anos construindo a Younger’s praticamente sozinho. Gravando, respondendo, pensando, criando, ajudando. Tentando dar conta de tudo.
E sabe o que aconteceu?
Eu parei de tocar guitarra.
Olha que loucura. O cara que fala pra você não largar a guitarra não estava conseguindo empunhar a própria espada.
Isso me pegou forte. Porque não é só sobre ensinar. É sobre viver isso.
E aí eu lembrei de uma coisa que sempre falo pros alunos: “Tem dias que você vai tocar mais. Tem dias que você vai tocar menos. Mas você não pode deixar a chama apagar.”
Porque no fim das contas, a gente quer tocar guitarra pra vida toda.
A decisão que mudou tudo
Foi aí que eu entendi uma coisa importante: se eu continuasse tentando fazer tudo sozinho, eu não ia crescer — ia colapsar.
Então eu tomei uma decisão. A Younger’s não seria mais um exército de um homem só.
Hoje somos três: o Netão — baterista da Mythologyca, gerente de tráfego e pau pra toda obra. A Stephanie — suporte geral, ajudando a gente a cuidar de cada detalhe. E eu, tentando voltar a ser o guitarrista que eu ensino você a ser.
Confesso que no começo isso me deu um desconforto. Parecia que eu estava me afastando de você. Mas a verdade é exatamente o contrário. Eu estou me aproximando. Porque agora eu consigo respirar. Consigo pensar. E principalmente, consigo tocar de novo.
Não deixe a chama apagar
E é isso que eu quero pra você também.
Não perfeição. Não performance. Não pressão.
Só não deixar morrer.
Se você ainda sente que a guitarra faz parte de você, não ignora isso. Mesmo que seja pouco. Mesmo que seja estranho. Mesmo que você esteja cansado.
Volta.
Ósculos e amplexos! Vika.